
CÂNCER DE BEXIGA
O câncer de bexiga é um dos tumores urológicos mais comuns, sendo o sexto tipo de câncer mais frequente em homens. Aproximadamente 75% dos pacientes são diagnosticados com tumores superficiais, que podem ser tratados inicialmente por meio de cirurgia realizada pelo urologista.
Apesar disso, trata-se de uma doença complexa, cujo manejo exige atenção a diversos detalhes desde o início. A escolha do tratamento inicial é um dos fatores mais importantes para reduzir o risco de recorrência e garantir melhores resultados a longo prazo. Com os avanços nas técnicas cirúrgicas e no desenvolvimento de novos tratamentos medicamentosos, as perspectivas para os pacientes com câncer de bexiga têm melhorado significativamente.
Nesta página, você encontrará informações claras e confiáveis sobre diagnóstico, tratamento e acompanhamento, elaboradas pelo Dr. Hugo Octaviano, urologista especialista em uro-oncologia e no tratamento do câncer de bexiga.

O que é o câncer de bexiga e o que causa a doença?
O câncer de bexiga ocorre quando células da camada interna da bexiga (mucosa) sofrem alterações genéticas e passam a se multiplicar de forma descontrolada, formando um tumor dentro do órgão.
Essa região está em contato direto com a urina, que pode conter substâncias potencialmente carcinogênicas, dependendo dos hábitos do indivíduo. Ao longo do tempo, o tumor pode crescer e infiltrar camadas mais profundas da bexiga. Em situações mais avançadas, pode também se disseminar para outros órgãos, tornando o tratamento mais complexo.
Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de bexiga?
O principal fator de risco para o câncer de bexiga é o tabagismo. Estima-se que o cigarro seja responsável por cerca de metade dos casos da doença. As substâncias carcinogênicas presentes no cigarro são filtradas pelos rins e eliminadas na urina, permanecendo em contato direto com a mucosa da bexiga. Esse contato contínuo favorece o surgimento de mutações celulares, aumentando o risco de formação de tumores.
Outro fator de risco relevante é a exposição ocupacional a substâncias químicas, especialmente aminas aromáticas e hidrocarbonetos, comuns em indústrias que envolvem derivados do petróleo, tintas e solventes.
Fatores como histórico familiar e alimentação parecem ter menor influência no desenvolvimento do câncer de bexiga. No entanto, hábitos de vida saudáveis, incluindo uma alimentação equilibrada, estão associados a um menor risco da doença.
Quais são os sintomas do câncer de bexiga?
O principal sintoma do câncer de bexiga é a presença de sangue na urina, chamada de hematúria. Esse sangramento pode ser visível (urina avermelhada) ou microscópico, identificado apenas em exames. Em alguns casos, o sangramento pode ser mais intenso, levando à formação de coágulos dentro da bexiga, que podem dificultar a saída da urina e causar dor na região pélvica.
Outros sintomas possíveis incluem ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e desconforto na pelve, embora esses sinais sejam menos específicos.

A hematúria (sangue na urina) é normalmente o primeiro e principal sintoma do câncer de bexiga. Existem outras causas para hematúria, que deve sempre ser investigada.
Como é feito o diagnóstico do câncer de bexiga?
O diagnóstico do câncer de bexiga geralmente começa com exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que podem identificar alterações sugestivas na bexiga. No entanto, esses exames não são suficientes para excluir completamente a doença, já que tumores pequenos podem não ser detectados.
A confirmação diagnóstica é feita por meio da cistoscopia, considerada o principal exame para avaliação da bexiga. Nesse procedimento, uma câmera fina é introduzida pela uretra, permitindo a visualização direta da mucosa vesical.
Durante o exame, lesões suspeitas podem ser identificadas e biopsiadas, possibilitando a confirmação do diagnóstico e a definição do tipo de tumor.
Quais são os tratamentos possíveis para o câncer de bexiga localizado?
O tratamento do câncer de bexiga localizado depende principalmente da profundidade de invasão do tumor na parede da bexiga, sendo dividido, de forma geral, em doença não músculo-invasiva e músculo-invasiva.
Nos tumores superficiais (não músculo-invasivos), o tratamento inicial é a ressecção transuretral da bexiga (RTU), realizada por via endoscópica, sem necessidade de incisões. Esse procedimento permite tanto a remoção do tumor quanto a obtenção de material para análise. Após a RTU, pode ser indicado o uso de terapia intravesical, como a aplicação de medicamentos diretamente na bexiga (por exemplo, BCG), com o objetivo de reduzir o risco de recidiva e progressão da doença.
Já nos tumores que invadem a camada muscular (músculo-invasivos), o tratamento geralmente envolve quimioterapia associada à cistectomia radical, que consiste na retirada completa da bexiga e estruturas adjacentes, sendo considerada o padrão-ouro nesses casos.
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Câncer de bexiga pode voltar? Como é feito o acompanhamento?
O câncer de bexiga é caracterizado por uma alta taxa de recorrência. Em alguns grupos de risco, a recidiva pode ocorrer em até 70–80% dos casos ao longo do seguimento.
Por esse motivo, o acompanhamento após o tratamento inicial é fundamental e deve ser feito de forma rigorosa. O objetivo é identificar precocemente novas lesões e iniciar o tratamento o mais cedo possível.
Após a ressecção transuretral da bexiga (RTU), o paciente é estratificado de acordo com o risco da doença, o que orienta a necessidade de terapias complementares, como a terapia intravesical (por exemplo, BCG). O seguimento inclui a realização periódica de cistoscopias, geralmente a cada 3 meses no início, podendo ter o intervalo ampliado ao longo do tempo, conforme a evolução clínica e o risco individual.
Câncer de bexiga tem cura? Qual o prognóstico?
O câncer de bexiga pode ter cura, principalmente quando diagnosticado em fases iniciais. Nesses casos, o tratamento adequado associado a um seguimento rigoroso permite altas taxas de controle da doença.
Fatores como diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e interrupção do tabagismo estão diretamente relacionados a melhores resultados. Por outro lado, tumores diagnosticados em fases mais avançadas apresentam maior risco de recorrência e progressão, o que impacta negativamente o prognóstico.
Nos casos de doença metastática, o tratamento tem como objetivo principal o controle da doença e a melhora da qualidade de vida, geralmente com o uso de quimioterapia, imunoterapia e outras terapias sistêmicas.
Qual médico trata câncer de bexiga?
O diagnóstico e o tratamento do câncer de bexiga são conduzidos principalmente pelo urologista. Em situações específicas, especialmente nos casos mais avançados, o oncologista pode ser integrado à equipe para a realização de tratamentos sistêmicos, como quimioterapia ou imunoterapia.
O Dr. Hugo Octaviano é urologista com fellowship em uro-oncologia e cirurgia robótica pelo Hospital Israelita Albert Einstein, com experiência no manejo do câncer de bexiga em todos os seus estágios. Seu trabalho é baseado em acompanhamento próximo, tomada de decisão individualizada e utilização das abordagens mais modernas disponíveis.
Se você apresenta sintomas urinários ou recebeu o diagnóstico de câncer de bexiga, a avaliação com um especialista é fundamental para definição do melhor tratamento.
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Referências Bibliográficas
1 - Gontero P, Birtle A, Capoun O, Compérat E, Dominguez-Escrig JL, Liedberg F, Mariappan P, Masson-Lecomte A, Mostafid HA, Pradere B, Rai BP, van Rhijn BWG, Seisen T, Shariat SF, Soria F, Soukup V, Wood R, Xylinas EN. European Association of Urology Guidelines on Non-muscle-invasive Bladder Cancer (TaT1 and Carcinoma In Situ)-A Summary of the 2024 Guidelines Update. Eur Urol. 2024 Dec;86(6):531-549. doi: 10.1016/j.eururo.2024.07.027. Epub 2024 Aug 17. PMID: 39155194. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39155194/
Dr. Hugo Octaviano
Formado em medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) e residência médica em Urologia no Hospital Israelita Albert Einstein (SP), mesma instituição onde realizou Fellow (subespecialização) em Uro-Oncologia e Cirurgia Robótica.

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